Ninguém tem dúvida da importância e do poder de conseguir articular suas ideias ou sua mensagem de forma clara, seja em uma reunião de vendas, numa entrevista de emprego ou numa palestra para mais de mil pessoas.
A oratória é exatamente esse ‘superpoder’! O poder de mobilizar o seu público em prol do seu objetivo. Não vou nem me aprofundar no fato de que esse objetivo pode ser do mais nobre ao mais obscuro… O nosso foco aqui é no contexto de negócios.
De acordo com o famoso economista e investidor Warren Buffet: “A boa capacidade de comunicação em público aumenta o seu valor de capital humano em 50%.” É muita coisa!
A oratória demanda uma séria de habilidades, que certamente vocês já devem ter ouvido falar: uma boa expressão corporal, considerando linguagem verbal e não verbal; contato visual; velocidade e volume da fala; clareza (de raciocínio e de dicção); uso adequado de pausas; entonação; ênfase… Ufa! Não tenho dúvidas de que esse é um dos principais desafios profissionais.
Claro que, além dos fatores técnicos listados acima, ainda existem outros mais “subjetivos”, mas que também impactam diretamente se uma apresentação será ou não memorável: a habilidade de se conectar emocionalmente com a audiência; capacidade de transmitir mensagens de forma persuasiva e cativante; criar suspense; ter senso de humor; dominar o assunto; ter assertividade na comunicação, etc etc etc. E tudo isso de forma orquestrada!
Mas acima de tudo isso, tem um fator que quase ninguém fala sobre, mas na minha opinião, é uma das coisas que mais fazem diferença no resultado final: o quanto você está satisfeito e convencido com a sua apresentação.
De novo, entenda aqui por apresentação a sua pauta da reunião; a história profissional que você construiu para contar na sua entrevista de emprego, ou mesmo um conteúdo apoiado em slides. (Não gosto de usar o termo comunicação nesses casos, porque a comunicação exige um percentual de tempo muito maior ouvindo do que falando e, aqui, estamos focando na sua fala!).
Então, voltando ao tema… Se você não estiver satisfeito e seguro com a sua apresentação, não achar que de fato existem coisas importantes a serem compartilhadas, dificilmente você conseguirá desenvolver todos ou alguns dos pontos citados acima.
Ao gostar da sua narrativa, você vai colocar ênfase no que é importante. Subir ou descer o tom de voz vai ser parte natural da sua fala porque você QUER passar aquela mensagem. Ela é importante para você e você sabe que ela vai ser importante para os outros.
Pense o seguinte: se você não comprou a ideia da mensagem que está passando, por que outra pessoa compraria? Dedique tempo ao conteúdo!
Sim, eu sei que existem comunicadores com habilidades tão acima da média que conseguem falar baboseiras e mesmo assim serem aplaudidos. Mas não seja essa pessoa. Eles são exceções (e nem acho que das melhores!). Foque em estar feliz e seguro com a sua mensagem. O conteúdo conta sim, inclusive na sua segurança e entusiasmo.
Está tudo bem se você soltar de vez em quando um: hummm, ãaaa, éeee. Eu te garanto: ninguém vai te penalizar por isso! Treine para diminuir esses vícios de linguagem, mas isso não irá apagar o brilho da sua apresentação.
Foque no que você quer falar e seja natural. Então, seja estratégico em como passar a mensagem e onde prender a atenção da sua audiência. Você sabe sim qual a parte mais importante que quer ressaltar, apenas dedique tempo para se preparar para isso. Daí, não tenha dúvida… será sucesso!